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Quarentena reduzida para lidar com onda de infecções

Muitas pessoas colocadas em quarentena ou isolamento têm que depender de entregas de alimentos à porta. © Keystone/Christian Beutler

O governo suíço decidiu encurtar os períodos de quarentena e isolamento para a Covid para cinco dias, numa tentativa de evitar uma escassez de pessoal que corre o risco de paralisar a economia do país.

Este conteúdo foi publicado em 13. janeiro 2022 - 08:45
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O Ministro do Interior Alain Berset disse que há provas científicas de que o tempo de incubação e infecção com a variante Ômicron é relativamente curto e, portanto, longos períodos de isolamento e quarentena não faziam sentido.

Entretanto, ele advertiu que a situação epidemiológica continua difícil de ser avaliada.

"Isto pode ser o início do fim da fase pandêmica", disse em uma conferência de imprensa.

A decisão, que entrará em vigor na quinta-feira, envolve a redução dos períodos de quarentena e isolamento de dez e sete dias, respectivamente, para cinco dias, e somente as pessoas em contato próximo com uma pessoa infectada estariam sujeitas às regras.

Antes da decisão de quarta-feira, houve apelos para encurtar o período de quarentena, principalmente da comunidade empresarial e de várias autoridades cantonais, pois dezenas de milhares de pessoas são infectadas pelo vírus todos os dias, ameaçando prejudicar a economia.

O governo já havia encurtado o tempo de quarentena em dezembro, quando reforçou as restrições antes das férias de Natal.

Entretanto, as autoridades sanitárias se preocupam que o último surto de infecções possa sobrecarregar o sistema de saúde.

Certificado

O governo não anunciou nenhuma nova medida, mas disse que, num esforço para alinhar a regulamentação suíça às regras da União Europeia, planeja encurtar a validade do certificado sanitário Covid de doze para nove meses.

O governo também procura estender as atuais restrições à vida pública até o final de março. Elas devem terminar no final deste mês.

Autoridades cantonais, partidos políticos, empregadores e sindicatos foram solicitados a fornecer feedback sobre os planos do governo dentro de uma semana.

As medidas atuais incluem a limitação do acesso a áreas públicas internas a pessoas vacinadas ou que se recuperaram de uma infecção, bem como uma obrigação de trabalhar de casa. Ao contrário de vários outros países europeus, o governo deixou de impor um isolamento ou vacinações obrigatórias.

Berset disse que o governo vem seguindo uma política pragmática contra a Covid nos últimos dois anos, tentando encontrar um equilíbrio entre as preocupações com a situação da saúde e as necessidades da economia.

Na mesma linha, o presidente suíço deste ano, Ignazio Cassis, comparou a política com os efeitos desejados e os efeitos colaterais indesejáveis de um medicamento.

"Se a quantidade for muito baixa, não há efeito benéfico; e é letal se for muito alta".

Adaptação: Fernando Hirschy

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