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ONU suspende Rússia do Conselho de Direitos Humanos

Uma mulher chora um militar ucraniano morto em ação, enquanto seus camaradas seguram sua foto durante seu funeral em Lviv, na quarta-feira. Keystone / Mykola Tys

A Assembleia Geral das Nações Unidas suspendeu a Rússia do Conselho de Direitos Humanos da ONU (CDH), sediado em Genebra, por causa de relatos de "graves e sistemáticas violações e abusos dos direitos humanos", ao invadir a Ucrânia.

Este conteúdo foi publicado em 08. abril 2022 - 08:37
swissinfo.ch/fh

A moção levada pelos EUA na quinta-feira obteve 93 votos a favor - inclusive da Suíça - enquanto 24 países votaram não e 58 países se abstiveram (incluindo o Brasil). Era necessária uma maioria de dois terços dos membros votantes (as abstenções não contam) para suspender a Rússia do conselho de 47 membros.

As suspensões são raras. A Líbia foi suspensa em 2011 devido à violência contra os manifestantes por forças leais ao então líder Muammar Gaddafi.

A resolução adotada pela minuta de 193 membros da Assembleia Geral expressa "grande preocupação com a crise humanitária e de direitos humanos em andamento na Ucrânia", particularmente com relatos de abusos de direitos por parte da Rússia.

A Rússia havia advertido aos países que um voto "sim" ou abstenção seria visto como um "gesto antipático" com consequências para os laços bilaterais.

Membro vocal

A Rússia estava em seu segundo ano de um mandato de três anos no CDH, que não pode tomar decisões juridicamente vinculativas. Suas decisões enviam mensagens políticas importantes, no entanto, e pode autorizar investigações.

Moscou é um dos membros mais eloquentes do Conselho e sua suspensão impede de falar e votar, dizem as autoridades, embora seus diplomatas ainda possam assistir aos debates. "Eles provavelmente ainda tentariam influenciar o Conselho através de procuradores", disse um diplomata baseado em Genebra.

No mês passado, o CDH abriu um inquérito sobre alegações de violações de direitos, incluindo possíveis crimes de guerra, na Ucrânia desde o ataque da Rússia. Moscou diz que está realizando uma "operação especial" para desmilitarizar a Ucrânia.

Os EUA haviam anunciado que procurariam suspender a Rússia depois que a Ucrânia acusou as tropas russas de matar centenas de civis na cidade de Bucha.

A Rússia nega ter atacado civis na Ucrânia. O embaixador da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, disse na terça-feira que enquanto Bucha estava sob controle russo "nem um único civil sofreu qualquer tipo de violência".

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