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Denis Schmyhal: "Esta conferência nos dá esperança"

No segundo e último dia da Conferência de Reconstrução da Ucrânia, o presidente da Confederação Suíça, Ignazio Cassis (esq.), e primeiro-ministro ucraniano Denys Shmyhal se encontram em Lugano. © Keystone / Michael Buholzer

O primeiro-ministro ucraniano Denis Schmyhal participou da Conferência Internacional para Reconstrução da Ucrânia em Lugano. Entrevistado pela televisão suíça, explica como seu país pretende combater a corrupção e pede mais armamentos.

Este conteúdo foi publicado em 05. julho 2022 - 15:07
Thomas von Grünigen, SRF

SRF News: O que você espera da conferência?

Denis Schmyhal: Ela nos dá esperança. Quando a guerra terminar, estaremos unidos com nossos parceiros na defesa do país. Necessitamos reconstruí-lo, pois é grande a destruição de casas e da infra-estrutura. É por isso que necessitamos agora de um plano de reconstrução muito claro. Ao mesm tempo, os parâmetros da integração européia de nosso país estão em jogo. Entendemos que teremos que reconstruir o país melhor do que era antes desta guerra.

Denis Shmyhal é o primeiro-ministro da Ucrânia desde 4 de março de 2020. Keystone / Michael Reynolds

Alguns criticaram o fato de esta conferência ter ocorrido com muita antecipação, pois ninguém sabe em que direção vai a guerra...

Na realidade, a conferência ocorre no momento certo. (...) A guerra provoca diariamente mais destruição de infra-estrutura e mortes. Mas agora devemos criar parâmetros segundo os quais nosso país possa ser reconstruído. E pensamos que a primeira fonte de financiamento deveriam ser os bens confiscados da Rússia. Esses fundos poderiam ser acrescidos ao nosso orçamento de Estado. Eles nos permitiriam reconstruir o país. E devemos começar agora para já pensarmos como gostaríamos de ver essa reconstrução.

A corrupção é consierada um grande problema na Ucrânia. Você pode garantir aos doadores que esses fundos serão bem empregados?

Durante e após a guerra, o Estado de direito e a luta contra a corrupção foram e serão reestruturados. Esta é a nossa prioridade número um. No fim da invasão, continuaremos a aplicar as reformas já iniciadas com os nossos parceiros. Essa é uma questão fundamental para nossa futura adesão à UE, ou seja, ser um dia membro da família de países da União Européia.

O Ocidente deveria ter reagido e ajudado a Ucrânia mais cedo com armas pesadas?

Somos muito gratos aos nossos parceiros por fornecer armas e munições, mas precisamos de mais. E precisamos delas com rapidez. Mas nós compreendemos que exista uma certa burocracia para isso. Esperamos por outro carregamento de armas e munições e que este chegue a tempo. Necessitamos estabilizar a situação na frente de combate, expulsar os russos do nosso território e ganhar esta guerra.

Entrevista realizada por Thomas von Grünigen

Adaptação: Alexander Thoele

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