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Compensação de carbono explicado em dois minutos

A compensação de carbono está na agenda de debates da Conferência da ONU sobre as Mudanças Climáticas (COP26) em Glasgow. Como funciona e quem utiliza?

Este conteúdo foi publicado em 31. outubro 2021 - 10:00

O principal objetivo do encontro internacional na cidade escocesa entre 31 de outubro e 12 de novembro é que os países signatários do Acordo de ParisLink externo atualizem suas promessas de reduzir substancialmente as emissões de gases de efeito estufa para evitar que a temperatura global ultrapasse 2 graus Celsius acima dos níveis pré-industriais.

Os países podem atingir uma pegada de carbono corporativa líquida zero se limitam a quantidade de gases de efeito estufa que produzem e compensam aquelas que não podem ser reduzidas. O mercado de compensação de carbono se torna atraente para países, empresas e indivíduos, que financiam projetos, dentre outros, para absorver o CO2 da atmosfera, ou reduzir suas emissões. 

Compensação voluntária ou obrigatória

Na Suíça, centrais elétricas e empresas com níveis elevados de emissões de gases de efeito estufa - como fabricantes de cimento ou a indústria química - são obrigados a participar do sistema de comércio de emissões da União Europeia (UE). As empresas recebem - ou compram licenças de emissão - e podem negociá-las entre si. As empresas de médio porte podem aderir voluntariamente ao esquema.

A compensação de carbono também está disponível em nível individual. Muitas plataformas - como a plataforma de compensação de carbono da ONU ou myclimate.ch - permitem às pessoas calcular sua pegada de carbono e optar por doar para projetos de reflorestamento ou energia renovável, dentre outros. 

Compromisso e ações da Suíça

A Suíça se compromete a reduzir pela metade suas emissões até 2030 e te uma pegada "zero" em relação ao clima até 2050. A estratégia do governo federal abrange setores industriais, eficiência energética em edifícios, bem como investimentos em projetos que reduzam o CO2 liberado na atmosfera.

O país não conseguiu atingir sua meta intermediária de reduzir as emissões para 20% abaixo dos níveis de 1990: a redução foi de apenas 14% até 2020. Para cumprir as obrigações previstas no Acordo de Paris, o governo lançou um conjunto de medidas. A chamada "Lei do CO2" é uma delas. O projeto de lei foi levado à plebiscito em junho de 2021, mas o rejeitaram.

A Suíça assinou até agora acordos com Peru, Gana, Senegal, Geórgia, Dominica e Vanuatu para compensar as emissões de carbono. Os investimentos financiarão usinas de biogás, painéis solares e energia geotérmica, assim como programas destinados a aumentar a eficiência energética em edifícios e a eletrificação do transporte público.

Adaptação: Alexander Thoele

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